Alexia Castilos Cancun

No Japão, Aléxia Castilhos fecha 2018 “melhor do que o esperado”

Aléxia Castilhos se aproxima de um fim de temporada melhor do que o esperado. A judoca gaúcha teve em 2018 o seu primeiro ano como atleta da Seleção Brasileira sênior. De recordação deste ano, ela já tem garantidas pelo menos quatro bronzes do circuito internacional, além de um ouro e outro bronze do Mundial Militar. Agora, vive uma espécie de sonho desbravando o Japão antes do Grand Slam de Osaka, no próximo fim de semana.

“Comecei em março competindo. Fui para três competições seguidas e fiquei em terceiro em duas. Desde então, não saí mais do pódio, graças a Deus”, avalia a atleta. Em seu ano de estreia na equipe sênior, Aléxia representou o Brasil em quatro etapas do Grand Prix e no Campeonato Pan-Americano. Foram 19 confrontos e 14 vitórias. O saldo até aqui é de quatro bronzes e uma pontuação acumulada que já a coloca no top-30 do ranking mundial – isso numa lista com 279 atletas.

É mais do que ela esperava, admite a judoca: “Assim que comecei a viajar no circuito não imaginei que poderia medalhar no primeiro ano, ainda mais em Grand Prix. Minhas adversárias lutam em Grand Slam e Mundial. Eu estava esperando só subir no ranking, pois quando não tem pontuação nenhuma, sempre se pega as mais difíceis de cara”, explica.

“Mas sentindo elas no tatame, eu vi que dava para ir, dava para medalhar. E até quando perdia nas quartas de final, ficava brava comigo, porque sabia que podia ir mais longe.” Dos quatro pódios até aqui no circuito internacional, ela considera o de Zagreb o mais difícil, contudo o primeiro, em Antalya, foi o mais especial: “Eu vi que dava para chegar”.

Os pódios tornam as metas para 2019 mais ambiciosa. Número 1 do ranking nacional no peso 63kg, ela já tem presença assegurada na Seleção Brasileira do ano que vem. “Conversei com o gestor da CBJ e vou começar a viajar no primeiro semestre”, conta.

Em Osaka-2018 sonhando com Tóquio-2020

Como é ano pré-olímpico, as esperanças se tornam maiores, ainda mais com a ida ao Japão neste fim de novembro, a menos de dois anos dos Jogos Olímpicos de Tóquio. “Por saber que as Olimpíadas serão lá, eu visualizo mais. Motiva mais. É muito importante para mim ver que estou lá”, revela ela, que irá disputar o segundo Grand Slam da carreira, mas lutará pela primeira vez no país-berço do judô como atleta sênior. “Para mim, é muito importante.”

Além de Aléxia, quase 500 outros judocas de 75 países vão lutar em Osaka, no próximo fim de semana. O Brasil contará com 13 representantes, dentre eles os colegas dela na Sogipa, Maria Portela (70kg) e Rafael Macedo (90kg). A competição vale até 1000 pontos no ranking mundial. Depois do torneio, os atletas brasileiros seguem no Oriente até 2 de dezembro, para treinamento de campo.

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