Sensei Miguel Kuse inicia intercâmbio no Japão

Sensei Miguel Kuse inicia período de estudos no Japão

O professor Miguel Kuse, da Torino/Nintai, está realizando o sonho de todo o judoca. Ele iniciou nesta segunda-feira (noite de domingo no Brasil) um período de intercâmbio de quatro seamans na Universidade de Tsukuba, no Japão. Ele embarcou junto com outros seis senseis brasileiros dentro de um programa fomentado pela CBJ.

Kuse ficará no país-berço do judô por quatro semanas, até 14 de outubro. Em entrevista, ele destaca que, com a realização de um antigo sonho, espera aprimorar a parte técnica e dividir seus conhecimentos na Serra Gaúcha.

Será tua primeira vez no Japão? O que representa esta viagem para ti, não apenas como judoca, mas como professor de judô?
Será minha primeira vez no Japão. Esta oportunidade representa a realização de um sonho de criança, desde quando iniciei o judô e sempre ouvia com muita curiosidade tudo que se referia ao judô japonês e sobre o mestre Jigoro Kano. Este interesse só aumentou com o passar dos anos, onde sempre via junto com meu pai, sensei Fernando Kuse, as fitas Beta e VHS dos Campeonatos Japoneses Absolutos e de treinamentos dos grandes atletas e grandes senseis japoneses.

O que tu esperas deste intercâmbio?
Neste intercâmbio espero absorver todo conhecimento possível para na volta poder repassar ao máximo de pessoas possível e, claro, poder executar o sistema de ensino de judô japonês nas aulas de judô no Programa Atletas do amanhã da Smel, da Prefeitura de Caxias do Sul, e na Academia Torino/Nintai, onde atendemos mensalistas e alunos bolsistas do Projeto Social da Academia.

Como um processo desses irá beneficiar as aulas que tu ministras?
Acredito que o sistema japonês de ensino de judô vá agregar muito no lado técnico/didático de minhas aulas. E como sou um fã incondicional do estilo de japonês de lutar e ensinar judô, com certeza receberei todo conhecimento cheio de ansiedade para por em prática.

Não apenas para o judô gaúcho, mas qual a importância de um professor que trabalha e desenvolve a modalidade no interior do Estado ter essa oportunidade?
Acredito que a oportunidade que a CBJ está dando ao judô do interior do RS seja fundamental para um processo de descentralização do judô estadual e nacional. Sinto-me extremamente feliz pela oportunidade de ser um representante do judô do interior e do Rio Grande do Sul. Observando a lista dos senseis selecionados podemos verificar com imenso prazer que foram sete candidatos de estados diferentes e alguns não sendo de grandes clubes do país, que é o meu caso, que pertenço hoje a uma entidade que tem um pouco mais de um ano de fundação. Estou extremamente lisonjeado de poder representar o judô de Caxias do Sulque tem muita força a muitos anos e com grandes referências do judô estadual , nacional e internacional.

No retorno do Japão, os professores voltam com alguma tarefa para ajudar o desenvolvimento do judô por aqui?
A partir de pesquisas desenvolvidas por meio da Universidade de Tsukuba e do Instituo Kodokan, os profissionais voltaram do Japão com a missão de propor uma adequação no modelo observado na grade curricular brasileira e apresentar uma proposta curricular para aulas do Caminho Suave nas escolas públicas.

Posted in Entrevistas and tagged , .

Deixe uma resposta