Campeã, Kageyama festeja título do Interior e vê “retomada”

Campeã, Kageyama festeja título do Interior e vê “retomada”

Foi suado, mas foi uma conquista que valeu muito a pena, a do Campeonato do Interior, no mês passado. E ainda repercute nos tatames da Kageyama, em Santa Maria conforme revelou o sensei Christian Bertoia, responsável técnico e presidente da equipe. E não é qualquer equipe, e sim uma veterana de mais de 30 anos de atividades.

Fundada em 1990, em homenagem ao precursor da modalidade em Santa Maria, Toshihiro Kageyama, a Kageyama retornou à Federação Gaúcha de Judô em 2013. Desde então vinha perseguindo o título que enfim veio no último dia 16, em Venâncio Aires. “Esse foi o primeiro título que conquistamos após o nosso retorno”, destacou o professor.

Mais que o troféu, Bertoia revelou-se orgulhoso de ver sua equipe campeã num torneio que considerou especial: “O título é muito importante para nós. Vejo o Campeonato do Interior deste ano como uma retomada da Federação e do judô do interior do Estado, que mostrou sua força com o número de atletas participantes e acredito que todas as entidades que participaram deixaram uma união ainda maior”, afirmou. “O judô do interior precisa se fortificar para, além de formar atletas, conseguir que esses atletas pratiquem o rendimento em sua cidade natal. É um desejo muito grande do judô do interior do Estado que isso aconteça.”

Em razão da pandemia, o Campeonato do Interior não era realizado desde 2019 pela Federação Gaúcha de Judô. “É, de fato, muito satisfatório ver essa motivação de diversas equipes Rio Grande do Sul afora”, pontuou o presidente da FGJ, Luiz Bayard. “Tem sido um ano em que estamos nos reencontrando, agora com segurança.”

Bertoia ainda destacou que o título da Kageyama se reflete nas subsedes da academia, em cidades como São Borja, Santiago e Panambi. “Também temos dois projetos sociais, o ‘Ippon’ e o ‘Tatame na Escola’, que desenvolvem o judô para mais de 200 crianças”, exaltou o sensei, um dos três kodanshas originários da Kageyama, ao lado de Paulo Roberto Rabelo e o Carlos Eurico Pereira, ex-presidente da FGJ.

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