Após ano inesquecível em resultados, Maria Argemi projeta e evolução em 2022

Após ano inesquecível em resultados, Maria Argemi projeta e evolução em 2022

Foi um ano e tanto para Maria Argemi. Se 12 meses atrás, a judoca do GN União estava um tanto enfadada com os treinos online, a temporada se encerrou com participação na Seletiva Nacional para a equipe sênior e com medalhas de competições nacionais no peito. Aos 15 anos de idade e 10 de judô, a atleta não chegou a carimbar uma vaga na equipe principal (ainda), mas reconhece e valoriza a evolução dos últimos meses.

A nova temporada que se aproxima chega com novas metas e objetivos – bem mais ambiciosos. Para alcançá-los, ela garantiu que foco não faltará, abrindo mão da rotina de uma adolescente comum em busca do sonho de representar o Brasil fora do país. Sonhar com Paris-2024, afinal, não custa nada, ainda que exija muitos treinos.

Comente este ano que, apesar de afetado pela falta de ritmo causada pela pandemia, te proporcionou grandes experiências.
Esse ano começou um pouco complicado, porque ainda seguíamos com os treinos online, em casa e por mais que eu fizesse algo fora do GN União, no começo do ano foi um pouco difícil. Mas assim que reabriram os treinos, eu fiquei muito feliz em poder voltar e poder traçar novas metas para mim. Eu ainda tinha esperança que pudesse ser um ótimo ano. Na verdade, nunca tinha imaginado que, com a idade que eu tenho, pudesse chegar a uma seletiva olímpica. Isso é muito surreal para mim, uma coisa fantasiosa. Nunca tinha imaginado na minha realidade. Então realmente fiquei muito feliz com meu desempenho neste ano, com todos os títulos que consegui, com as competições que participei. Além de ter bons resultados, acredito que consegui evoluir bastante, lutando melhor e aprendendo cada vez mais. Se eu pudesse resumir este ano em uma palavra, ela seria “aprendizado”. Aprendi muito com meus senseis e meus amigos, mas também comigo mesmo. Aprendi a me conhecer e a me conectar. Lados que nunca tinha explorado, consegui conhecer neste ano e com certeza me ajudaram muito a chegar onde eu cheguei hoje.

O que de mais valioso tu levas deste ano?
Com toda a certeza, o que levo deste ano é a experiência. Participei de campeonatos que nunca tinha me imaginado. Não com essa idade, pelo menos.  Fui a um Brasileiro sênior, nunca tinha passado pela minha cabeça. A experiência foi algo incrível para mim. A experiência de estar com pessoas que admiro muito, não só dentro do Estado, mas de fora também. E estar num nível tão alto de campeonato foi muito importante. Então a experiência de conhecer outras pessoas, outros estilos de luta e outros tipos de campeonato, com certeza foi muito importante para mim. É algo que vou levar para a minha vida toda, com certeza serviu de muito aprendizado.

Aos 15 anos, tu chegaste às portas da Seleção Brasileira principal. Outra gaúcha que alcançou essa façanha tão cedo é Mayra Aguiar. Ela é uma inspiração para ti? Em quem mais tu te inspiras no judô?
A Mayra é uma inspiração para mim. Além de ser do mesmo Estado, admiro muito a carreira dela como atleta, a história por trás de todos os títulos que ela conquistou. Levo ela como uma inspiração dentro do judô para mim. Mas também, realmente, uma grande inspiração para mim no judô são os meus senseis e meus colegas de treino. Eu gosto muito mesmo do lugar onde treino. Gosto de falar que as pessoas com quem eu treino são minhas inspirações diárias. Eu não chegaria onde cheguei se não fossem eles e isso me motiva a seguir treinando e a continuar batalhando pelos meus objetivos. Mas para falar de alguém em especial: no Brasileiro, eu pude me aproximar da atleta Nathália Parisoto. Admiro muito ela como atleta e como pessoa. Muito carinhosa, paciente e companheira. Sei que o que eu precisar ela vai estar ali para me ajudar. E ela é uma atleta incrível. Admiro muito a história dela. Considero até uma honra poder treinar e aprender junto com a Nathália.

Tu vais completar 16 anos, idade em que jovens mais pensam em estudar ou namorar. Mas tu já trabalhas para participar de um ciclo olímpico. Como ficou a tua rotina em meio a isso e como o teu clube trabalha essa situação?
gnuO judô me ensinou a maioria das coisas da minha vida. Então, eu digo que é complicado. É difícil conciliar estudo e judô, mas eu consigo dar um jeito e conciliar bem, dentro do possível. É difícil, mas não é impossível. Se eu realmente quero alguma coisa, eu vou atrás e dar um jeito de resolver. É uma rotina corrida, saio de casa de manhã e chego de noite. Mas o resultado compensa e é muito gratificante ter o resultado esperado depois de tanto trabalho duro. O clube me dá um suporte imenso. É realmente muito importante e motiva muito a gente a continuar trabalhando duro e se esforçando. Sobre entrar num ciclo olímpico, é tudo muito novo para mim, mas estou disposta a aprender e a me incluir dentro disso tudo. Fico muito, muito feliz por poder iniciar no ciclo olímpico. Fiquei muito feliz de participar da seletiva olímpica. Estou muito grata por tudo isso que aconteceu neste ano.

 E para 2022, quais as tuas principais metas?
Acho que vai ser um ano maravilhoso. Tenho muitas metas e planos, então acredito que minhas principais metas sejam conseguir entrar na seleção de base e começar o ano bem na Seletiva Nacional, no Meeting de base também e quem sabe conseguir entrar num circuito mundial. Ficaria muito feliz com isso. Essas seriam as minhas principais metas de competição. Mas tenho metas pessoais também: quero muito conseguir evoluir dentro do meu judô, dar ênfase em algumas partes específicas, em alguns golpes. Estou muito ansiosa. Acredito que 2022 será um ano incrível e de muitas vitórias.

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