CBJ apresenta planejamento técnico de 2021 às Federações

CBJ apresenta planejamento técnico de 2021 às Federações

Em mais uma ação de transparência apoiada nas melhores práticas de gestão e governança, a Confederação Brasileira de Judô reuniu, nessa quinta-feira, 21, sua presidência, gestores técnicos e coordenadores para apresentar às Federações Estaduais o planejamento técnico do judô brasileiro para o ano de 2021. O encontro aconteceu de forma virtual e contou com a participação de representantes de 24 estados mais o Distrito Federal.

Coube ao presidente Silvio Acácio Borges conduzir os trabalhos e, aos gestores, apresentar as atividades previstas por suas áreas neste ano.

“Fizemos um levantamento junto às Federações de como se encontra cada estado em relação à pandemia. Em cima desses dados, trabalhamos internamente e toda a nossa equipe se reuniu com o objetivo de passar para os senhores presidentes as informações especificamente técnicas e administrativas no que diz respeito às nossas ações. Essa reunião teve, portanto, um objetivo estritamente técnico”, introduziu o presidente da CBJ. “Em 2020, dada a impossibilidade de realizarmos eventos presenciais, focamos em várias outras ações e aprendemos ali que a comunicação hoje disponibilizada nos facilitou o contato e uma maior proximidade, mesmo que virtual. E ganhou-se muito no quesito conhecimento. Tivemos palestras, cursos, competições nas áreas de arbitragem, kata, veteranos em atividades que atingiram números, até então, inimagináveis. E é dessa forma que estamos hoje fazendo esse contato. Enquanto não nos for possível nos encontrarmos num ginásio em cima de um tatame, vamos procurar manter nossas atividades na área do conhecimento”, completou.

Em seguida, o gestor de Alto Rendimento, Ney Wilson Pereira abriu as apresentações detalhando o calendário de treinamentos e competições da seleção brasileira na reta final de preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio. O dirigente explicou todo o processo de classificação e ranqueamento olímpico, destacando a construção do trabalho que, hoje, colocou atletas de todas as categorias de peso na zona de classificação olímpica, além da equipe completa para a nova prova olímpica por equipes mistas. Apenas Brasil, Japão, Canadá, França, Alemanha, Mongólia, Coreia do Sul, Holanda e Rússia têm atletas dentro do ranqueamento em todas as categorias.

Os protocolos e as condições de realização de competições internacionais impostos pela Federação Internacional de Judô também foram abordados. Ney Wilson explicou toda a logística de testes e cuidados que envolvem a participação de um atleta em uma das etapas do Circuito Mundial de Judô no contexto da pandemia do novo coronavírus.

Na sequência, Thiara Bertoli, gestora Técnica e de Eventos Nacionais da CBJ, apresentou as iniciativas do seu departamento para 2021 que envolvem, sobretudo, a estruturação do calendário de competições nacionais e o lançamento do PAF Capacita, programa de oficinas e capacitação técnica que será oferecido aos colaboradores das Federações Estaduais.

Por fim, o gestor das Categorias de Base, Marcelo Theothônio, anunciou, em primeira mão, a realização do I Workshop Online da Base, que será oferecido aos treinadores brasileiros. Além disso, a gestão trabalha, em parceria com o Comitê Olímpico do Brasil, na produção de um projeto de metodologia das equipes de base que será distribuído gratuitamente e servirá como parâmetro para treinadores que trabalham na formação de atletas.

Os coordenadores nacionais de Arbitragem, Kata e Veteranos – Edison Minakawa, Rioiti Uchida e Cristian Cezário – também fizeram um breve relato das atividades realizadas em 2020, como os cursos, webinares e competições virtuais, e projetaram ampliá-las para 2021.

Ao final das apresentações, os representantes das Federações Estaduais puderam opinar, sugerir ideias e tirar dúvidas em relação aos temas propostos, contribuindo para a construção conjunta e cada vez mais participativa das principais estratégias de desenvolvimento do judô brasileiro.

“A gente está tendo que se reinventar nos nossos estados, porque além das dificuldades financeiras, tem também o afastamento dos atletas. Então, acho que vai ser um ano bem complicado neste primeiro semestre. A gente espera que a vacina dê certo e que as coisas melhorem. Parabenizo à CBJ pela explanação. É um esclarecimento bem útil para gente ficar ao par do que está sendo planejado e ficar tranquilos de que estamos em boas mãos com essa diretoria toda da CB”, ponderou o presidente da Federação Gaúcha de Judô, César Cação.

“O nosso maior desafio vem sendo manter as academias de judô nos municípios que vem passando por situações bastante difíceis e o que sugerimos, desde que os prefeitos permitam, é que eles façam eventos locais, pequenos, com todos os cuidados, com suporte da Federação para não pararmos”, complementou o presidente da Federação de Judô do Mato Grosso, Fernando Moimaz.

“Nunca tivemos tanta interação assim entre os presidentes e surgiram várias ideias boas. Conclamo que continuemos assim para ajudar a administração da CBJ e o presidente Silvio”, disse David Azevedo, presidente da Federação de Judô do Amazonas.

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