Larissa Assmann fecha ciclo no sub-13 como uma das promessas do judô gaúcho

Larissa Assmann fecha ciclo no sub-13 como uma das promessas do judô gaúcho

Guarde este nome: Larissa Assmann Chies. Ela tem quase 13 anos – faz aniversário logo mais, em janeiro – e está terminando 2018 com status de promessa do judô gaúcho, celeiro de grandes atletas da Seleção Brasileira de Judô. O caminho, claro, ainda é bem longo, mas o currículo até aqui já tem seu peso.

Larissa recentemente voltou de Guayaquil, no Equador. De lá trouxe uma medalha de bronze do Campeonato Pan-Americano e um ouro no Sul-Americano de sua categoria – invertendo os resultados que conquistara em 2017, quando ganhou o Pan e ficou em terceiro no Sul.

Também nesta temporada, ela conquistou o Campeonato Estadual, o Brasileiro Regional e o Brasileiro. “Ela quase não perdeu”, concorda o sensei Leandro Holstein, quando questionado sobre o desempenho da pupila neste ano. “Hoje ela é a mais vitoriosa da equipe”, complementa ele, que ministra aulas de judô para cerca de 70 atletas na Judô Holstein, em Canoas.

Larissa treina lá há cerca de quatro anos. E desde cedo mostrou seu potencial. “A gente já vem preparando ela desde o primeiro ano do sub-13, no ano passado, e vem fazendo um trabalho forte com ela. Ela é uma menina dedicada e tem foco naquilo o que ela quer”, descreve o professor.

“Garra excepcional”

larissa assmann (2)Características fortes, ela já demonstra, ressalta Holstein: “Ela tem uma garra excepcional. A determinação dela também é muito forte. É o sonho dela”. Mas é cedo ainda, reconhece. E são necessárias etapas na construção de uma campeã, como a que ela vai passar em 2019, quando subirá de categoria: “Estamos fazendo uma preparação física e também a cabeça para chegar ao sub-15 bem orientada. Ela está assimilando bem. Está sabendo que vai ser uma categoria diferente e está bem tranquila”.

Para o professor, a possibilidade de Larissa conseguir viajar desde cedo para competir poderá ser um diferencial – além de demonstrar uma personalidade marcante. “As viagens ajudam bastante. Quando ela sai para viajar, sai com aquela determinação de pódio. Ela vai com o pensamento de conquistar o que é dela”, conta. “Fazemos uma preparação para ela buscar o que ela treina.”

Construindo um sonho

Larissa tornou-se o expoente da Judô Holstein, um sonho que o professor Leandro vai construindo em Canoas. “Fiquei muitos anos afastado do judô. Mas sempre com o pensamento de pegar a faixa preta e filiar uma entidade para mim”, revela. Ver uma atleta sua levar o nome da equipe ao lado de outros grandes do judô gaúcho, como Sogipa, Kiai e GN União, é “uma alegria e satisfação”, descreve. “Foi mais rápido do que eu esperava.”

Holstein frisa que o objetivo principal é o ensinamento do judô como filosofia, não apenas como competição. Mas não esconde a felicidade com as conquistas de sua campeã continental. Até como reflexo aos outros judocas do grupo. “Enquanto ela for crescendo, os outros vão crescendo também”, afirma. “Este ano fiz cinco campeões estaduais. Para nós, com pouco mais de três anos de academia, é uma grande conquista.”

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