Pan-Americano começa nesta sexta-feira com quatro gaúchos

Maria Portela luta em Montreal nesta sexta-feira | Foto: Jefferson Bernardes / VipcommÉ atrás de pontos no ranking mundial – ou de um embalo a cerca de 100 dias do início do judô nos Jogos Olímpicos – que a Seleção Brasileira disputa do Campeonato Pan-Americano sênior, a partir desta sexta-feira, em Montreal, no Canadá. No grupo formado por 14 atletas, estão quatro judocas gaúchos, dos quais três também representarão o País em Londres.

As lutas começam nesta sexta-feira e vão até domingo. Os representantes do judô gaúcho na Seleção são Mayra Aguiar (78 kg), Felipe Kitadai (60 kg), Maria Portela (70 kg) e Renan Nunes (100 kg). Apenas os dois primeiros estão assegurados nos Jogos de Londres. Portela está praticamente lá, mas aguarda o anúncio oficial, na próxima semana. Já Renan recebe chance após ser campeão Sul-Americano e já sonha com Rio-2016.

Dentro da faixa de classificação graças a um descarte (cada país pode ter apenas um judoca por categoria nas Olimpíadas), Portela aposta num bom resultado para garantir sua classificação – o ouro em Montreal rende 180 preciosos pontos no ranking mundial, que define os classificados. Visando o pódio, estudo não faltou para a gaúcha: “Conheço bem minhas adversárias e estou confiante em lutar bem”, diz ela, que antes de embarcar revelou que trabalhou técnicas diferenciadas.

A situação de Mayra e Kitadai é mais tranquila. Ela é líder do ranking na categoria meio pesado e ele, o 10º no peso ligeiro – entre os homens, os 22 primeiros vão a Londres. Para eles, o Pan será um trampolim para chegar bem na Inglaterra. Mas, para Mayra, o Pan tem um desafio especial: “Fiz questão de vir lutar o Pan justamente para poder enfrentar a americana e a cubana. Esses detalhes serão importantes em busca da medalha olímpica”. Kayla Harrison, dos Estados Unidos, e Yallenis Castillo, de Cuba são a 4ª e a 19ª no ranking, respectivamente.

Com um bom início de temporada, Renan Nunes é uma das novidades no grupo. Mas se depender dele, as convocações se tornarão rotineiras após Londres. “Sei que não cheguei aqui à toa. Agora que recebi a oportunidade, quero buscar meu espaço”, garantiu ele.

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